Está na casa dos 30 anos e sonha com a aposentadoria? Amigo, sua vida precisa mudar!

“Então, o fato de que eu estava sonhando com a aposentadoria aos 33 anos já era um sinal de que alguma coisa tinha que mudar” – Helen Russell, em “O segredo da Dinamarca”

Foi ao ler essa frase que parei para refletir um pouco mais sobre um dos assuntos que mais discuto com meus clientes nas sessões de consultoria – a vida perfeita na aposentadoria. É natural que a maioria traga sonhos exuberantes para essa época da vida na qual você não tem preocupações, afinal de contas tudo que você tinha que fazer já foi feito. A época das férias eternas, quando iremos viajar pelo mundo todo, visitar os amigos de infância e relembrar das histórias da juventude. O período também da sabedoria, da experiência de anos vivida e que serão ouvidas pelos netos curiosos que escutam do sofá enquanto comem alguma guloseima pela feita pela avó. Ah, o relacionamento? Perfeito, claro. Ano após ano receberemos os familiares para completar bodas de alguma coisa, não haverá mais brigas como quando somo mais jovens.... vida perfeita, não?

Só um problema... quanto tempo você vai viver entre o chefe insuportável, o trabalho que não gosta, a rotina exaustiva, o trânsito e as férias rápidas (pra não correr o risco da empresa não sentir sua falta e te demitir) até que esse momento chegue?

Cabe a cada um reagir da sua forma particular. Alguns vão dizer “ah, é por isso que eu aproveito minha vida agora que sou jovem, não quero juntar dinheiro e esperar para viver depois dos 60”. Os súditos do MMI vão preferir “Por isso que eu trabalharei exaustivamente por alguns anos, ficarei milionário rápido e começarei a aproveitar a vida de verdade antes de todos”.

Quem me conhece já sabe do meu amor por viajar. E considero a vida uma grande viagem. Como toda viagem, temos a ansiedade do início, o durante e o triste sentimento de que acabou. E se acelerarmos demais o fim chegará mais rápido do que gostaríamos. O segredo é, então, aproveitar o caminho. Não faz sentindo nenhum marcar check na lista de tudo que quer fazer e conhecer se você só tira uma foto e passa para o próximo ponto.

Desenvolva um trabalho exaustivo porém altamente lucrativo, acumule dinheiro, prive-se temporariamente dos seus desejos, compre somente o necessário, tenha disciplina e após alguns anos alcance sua independência financeira. Quando chegar lá poderá fazer o que quiser... Como por exemplo, abrir um negócio que sempre sonhou, trabalhar em algo que queria fazer e depender menos de dinheiro para buscar sua felicidade. Isso faz algum sentido pra você? Pra mim não faz nenhum.

Precisamos pensar no futuro? SIM

Precisamos poupar dinheiro? SIM

Devemos deixar de aproveitar o hoje para fazer isso? DE JEITO NENHUM.

Eu jamais incentivo isso no meu trabalho como consultora. Isso porque simplesmente não faz nenhum sentido. Precisamos parar de colocar em combate domínios diferentes. Pensar no futuro não te inibe de aproveitar o hoje. E digo mais, quando temos educação financeira as chances de fazer aquela viagem, comprar aquele computador novo ou abrir um negócio de sucesso aumentam consideravelmente... Se aprendemos a dominar o dinheiro paramos de ser escravos dele. Paramos de trabalhar para ele, por ele. Passamos a trabalhar para o nosso propósito de vida, pelo que realmente importa. E depois disso o resto é só o resto.

Mas assim... não faz sentido nenhum também pensar isso se você não sabe onde quer chegar. Não sabe o que quer alcançar, não sabe o que realmente te faz feliz. O seu objetivo não é dar lucro! O dinheiro não vai resolver esses pontos para você. Pode até parecer que vai. Mas não vai, acredite. Saiba o que quer e saberá exatamente o que fazer com o seu dinheiro. Aproveite seu caminho. Não tenha pressa para alcançar sua independência financeira, não tenha pressa para viver de renda nem para acumular alguns milhões na sua conta bancária.

Tenha pressa em ser feliz no seu dia a dia, independente do que signifique felicidade pra você. Tenha pressa em buscar e fazer o que realmente nasceu pra fazer.

Finalizo com uma pergunta que fizemos essa semana no nosso instagram (@papodevalor):

“Se você não existisse, o mundo seria melhor ou pior?”


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