SOBRE

No início de 2014 tomamos a decisão de "abandonar as carreiras" que tínhamos e nos aventurar em terras estrangeiras. Durante o ano a intenção era aproveitar meu “tempo livre” para me envolver com outros projetos temporários e me preparar para o período morando e estudando na Europa.

O fato é que todo esse tempo me fez refletir sobre a vida que estava levando e avaliar se era mesmo aquela a vida que eu sonhei por tanto tempo. Os três anos anteriores haviam sido muito “produtivos” profissionalmente - participei de muitos projetos que me orgulho, aprendi muito, conheci profissionais muito competentes e outros nem tanto, mas aprendi com eles também. Fiz um MBA em Gestão de Projetos e vários outros cursos de formação e desenvolvimento pessoal. Fora do trabalho, quando ainda havia disposição, me ocupava com algumas atividades esportivas, melhorei o inglês, comecei a estudar italiano. Aos finais de semana saia com os poucos (e bons) amigos que tenho e nos feriados e férias viajava para desbravar mais um pedaço do mundo.

 

Mas e aí? A vida é isso?

Acordar, trabalhar de segunda a sexta, se divertir sábado e domingo, viajar nas férias e...

...morrer alguns anos depois.

 

Os meses morando na Irlanda e convivendo com pessoas de culturas diferentes me incentivaram a continuar questionando meu propósito de vida, o que eu realmente queria fazer.

Foram centenas de pessoas me inspirando e mesmo sem saber, me encorajando a não ceder aos desejos da tão temida SOCIEDADE. É, ela mesmo, a sociedade! Ela é capaz de encaixotar a sua vida de uma forma tão incrível que poucas pessoas tem a audácia de sair de lá e contesta-la.

Prometo contar um pouco mais sobre a experiência no exterior, mas agora vamos seguir para o momento que eu voltei para o Brasil. Aliás, daqui as pessoas só pensavam: “O pai dela deve estar pagando essa loucura”, “Deve estar torrando todo o dinheiro que ganhou”, “Virou hippie, não volta mais”, “Ixiii, desandou a vida agora. Vai voltar e não vai achar emprego na crise”.

(Momento para respirar fundo, vai! Inspira... expira...)

Uma semana depois de chegar as pessoas já começam a perguntar: “Já arrumou emprego?”, “Vai estudar pra concurso?”, “Sua  mãe  vai te sustentar?”, “A crise tá difícil, todos os engenheiros sendo demitidos”, “E agora, o que vai fazer? Bem que eu falei para você não ir gastar seu dinheiro”.

E é assim que os muros vão sendo levantados e a caixa vai se fechando.

E quando percebi já estava tão consumida por tudo isso que restava um dedo só pra fora da caixa. O sonho de buscar algo que eu realmente queira fazer, ter qualidade de vida, ter uma vida mais minimalista e frugal, absolutamente tudo que eu havia construído em um ano e meio estava indo embora depressa demais.

Mas eis que com muito planejamento, estudo, pensamento positivo (e um pouquinho de sal grosso pra desviar mal olhado) estamos aqui.

E digo estamos pois esse projeto não é só meu. É nosso.

Um projeto que une um dos assuntos que mais estudei nos últimos anos, que explicita (mesmo!) meu estilo de vida e o que eu acredito e que está totalmente alinhado com meu propósito de vida – ajudar as pessoas!

 

Bem vindos ao Papo de Valor!

 

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