O problema não é o cartão de crédito!

O título é bem óbvio, não é mesmo? Se o problema não está no cartão de crédito, então ele está em quem está usando.

Quantas vezes não somos nós que o utilizamos para estender o salário, fazer milhares de compras parceladas pensando apenas no valor da parcela a ser paga e não no valor total.

Um dos maiores erros é não usar ele de forma estratégica e o encarar como a sua função, que a é de ser uma forma de pagamento, assim como usamos o dinheiro, cheque e débito.

De acordo com o Mapa da Inadimplência de dezembro de 2021, o segmento que lidera as causas do endividamento dos brasileiros continua sendo os débitos de bancos e cartões de crédito, com 27,7%.

Vamos conversar mais sobre isso?

Já parou pra pensar que o cartão de crédito é uma forma melhorada dos cheques, promissoras, crediários e carnês?

Ele terceiriza os riscos assumidos pelos vendedores com as compras parceladas, uma vez que se confia que o cliente irá honrar com os pagamentos.

Quando conhecemos a história de como os cartões surgiram e toda sua evolução, percebemos que o principal objetivo está em facilitar e aumentar o poder de compra das pessoas.

Um pouco sobre a história do cartão de crédito

O primeiro cartão foi criado nos Estados Unidos, em meados de 1920 e chegou ao Brasil na década de 60, pelo empresário tcheco Hanus Tauber através da franquia da Diners Club, que foi a primeira empresa independente de cartões de crédito do mundo.

Mas o que ninguém imaginou é que ao aumentar o poder de compra dos consumidores, somado a falta da educação financeira poderia comprometer a capacidade de pagamento pelas compras realizadas.

Uma curiosidade relacionada a isso é que nos Estados Unidos não é permitido fazer compras parceladas como fazemos por aqui.

Inclusive, caso queira saber mais sobre o assunto, recomendo assistir o episódio que fala especificamente sobre cartões na série “Explicando Dinheiro“, na Netflix!

As famosas parcelas que podem atrapalhar o planejamento

Imagine o seguinte cenário: uma pessoa tem 3 cartões de crédito e vai usando sem controle nenhum, fazendo várias compras parceladas, como: supermercado, combustível, farmácia, etc.
Qual a chance dessa pessoa perder o controle do valor que pode ser gasto e de levar um susto com o valor que da fatura? Altíssimo!

É bem comum ver amigos, parentes e clientes que consideraram o limite disponível no cartão somado ao salário e acabam se enrolando em parcelas e dívidas por não conseguir pagar o valor total da fatura.

Por isso, se você ganha 5 mil e o limite do seu cartão é de 12 mil, sempre bom lembrar que a sua capacidade de pagamento é de 5 e não de 12!

Não é porque você tem um limite alto que você pode usar todo esse valor. Defina uma meta, como um valor máximo para utilizar o seu cartão e vá acompanhando ao longo do mês.

Lembretes importantes ao usar o cartão

Sabemos que o cartão de crédito é uma comodidade e a possibilidade de fazer compras de valor alto sem ter o dinheiro no bolso é bastante tentador.

Porém, o alerta que fica é se você não tem controle do que pode gastar isso pode virar uma bola de neve e então ele vai se tornar um vilão na sua vida financeira.

Para que você tenha uma relação saudável com o cartão, busque usá-lo de uma maneira consciente. Lembre-se que ele é só uma forma de pagamento e que no próximo mês é você mesmo que precisará pagar o valor total da fatura.

Ah, e caso decida parcelar essa fatura, é você também que vai pagar os juros ABUSIVOS dessa atitude.

Se você está com dificuldade em mudar a forma de lidar com o cartão de crédito e em montar o seu planejamento financeiro alinhado com a sua vida e sua realidade, nós podemos te ajudar nessa! É só clicar nesse link que entramos em contato com você 🙂

Lueny Santos

Formada em engenharia civil, adorava os desafios diários da profissão mas não conseguia me sentir realizada. Sempre fui movida por ajudar as pessoas. A consultoria financeira me proporcionou unir a paixão por números e finanças com a missão de impactar vidas. Hoje cada cliente é um novo desafio e a vida mais feliz!

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