Um ponto de atenção pra quem vende parcelado no cartão de crédito

Se você tem uma loja ou oferece algum tipo de serviço, já entendeu que mais do que se preocupar em realizar as vendas, é preciso olhar com muito cuidado para as finanças e gestão do seu negócio. Pequenas decisões deste universo podem gerar um impacto muito grande no resultado que você obtém, como oferecer a venda parcelada para o seu cliente.

Essa é uma decisão que tem o poder de afetar drasticamente o lucro do seu negócio quando não bem planejada. Mas não se preocupe, nesse artigo você vai entender melhor sobre algumas taxas e o que é preciso fazer para oferecer essa opção para seus clientes de forma mais segura!

O que não falta é opção no mercado para vender parcelado

Em algumas áreas, oferecer a opção para o cliente pagar com o cartão de crédito é algo decisivo para conseguir viabilizar o negócio. Porém, as empresas financeiras que viabilizam este serviço cobram taxas, e são taxas que precisam ser analisadas com todo cuidado.

Seja via maquininha ou link de pagamento, hoje encontramos no mercado uma série de opções. Empresas como Picpay, Mercado Pago, Cielo, Stone, Iugu e muitas outras são algumas das alternativas que viabilizam este serviço, cobrando pelo serviço prestado.

Pagamentos como: taxa de adesão, aluguel da maquininha, taxa de uso do cartão de crédito, taxa de antecipação etc., são algumas das despesas que podem estar envolvidas ou não quando utilizamos este serviço. E aqui quero dar um destaque especial a duas delas: a taxa de venda no crédito e taxa de antecipação.

A taxa de venda no crédito

Essa é uma taxa que existe pelo uso do serviço em si (de disponibilizar o pagamento via cartão), e o seu valor é informado em percentual.

Para calcular o que será pago, se multiplica a taxa anunciada pelo valor de venda e pronto, já se sabe quanto ficará retido e quanto será recebido. Segue abaixo um exemplo:

Agora, no caso da taxa de antecipação, a história é um pouco diferente e é aqui que você precisa tomar um cuidado ainda maior. 

Pra começar, o que é esta antecipação?

Em um cenário normal, quando uma venda é feita via cartão de crédito, o que é esperado em termos de fluxo financeiro é algo mais ou menos assim:

Acontece, que para alguns negócios esperar este tempo todo para receber o pagamento referente a uma venda já feita é inviável. 

Isso acontece com negócios que ainda não têm o capital de giro adequado para conseguir esperar o prazo. Com isso, uma alternativa oferecida pelas empresas financeiras é a antecipação destes valores que seriam recebidos somente futuramente.

E para oferecer este serviço elas cobram a taxa de antecipação, que assim como a de venda no crédito, também é dada em percentual e varia em função da quantidade de parcelas. Confira o exemplo abaixo:

Agora, perceba que no caso de uma venda parcelada a história muda. Além de multiplicar o percentual da taxa pelo valor de venda, também se multiplica pelo número de parcelas.

E amigos, não se esqueçam: apesar da taxa de antecipação ser uma opção do cliente, a taxa de uso de cartão não é. Então quando se antecipa os valores vendidos, além de pagar a taxa de antecipação, se paga a própria taxa de uso de cartão. 

A boa notícia é: dá pra reduzir, pelo menos em partes, estes custos

É indispensável comparar as diferentes taxas praticadas no mercado, dando uma atenção especial àquelas referentes ao tipo de venda que você mais realiza

Por exemplo: se em seu negócio é bastante comum realizar vendas à vista e vendas parceladas em até 3X, se proponha a entrar em sites de diferentes empresas e comparar os valores cobrados nestas situações.

Além disso, a taxa de antecipação é uma opção na maioria das empresas e o ideal é que você decida por não realizar a antecipação. Acontece que algumas delas não oferecem a possibilidade de não antecipar compras parceladas. 

A “opção” de receber tudo de uma vez já é automática e não é oferecida ao vendedor a possibilidade de esperar o fluxo normal de recebimentos. É por isso que é importantíssimo ficar atento à quais empresas oferecem as condições adequadas ao que você precisa.

Para exemplificar o quanto a taxa de antecipação impacta, fizemos a seguinte simulação.

Nos cinco casos abaixo consideramos o mesmo valor de venda e as mesmas taxas. O que muda é somente o número de parcelas e a decisão do vendedor entre antecipar o valor recebido ou não.

Perceba que a Lorena e Maria, apesar de terem oferecido formas diferentes de pagamento, receberam o mesmo valor. A diferença é que uma recebeu 30 dias depois e a outra recebeu em 12 parcelas, mas nenhuma delas pagou taxa de antecipação.

Já no caso de quem optou pela antecipação – João, Paulo e Ana – perceba o quanto o número de parcelas oferecidas para o cliente impacta no valor final.

Mas e se a antecipação é necessária?

Bom, neste caso existem três ações pra ontem:

A primeira delas é fazer uma boa pesquisa e escolher qual empresa você vai utilizar para vender via crédito. Alguns pontos precisam ser considerados, e sua análise vai além das taxas praticadas ou das propagandas que mais aparecem na TV. Nesta publicação eu trouxe os itens aos quais você precisa permanecer atento.

A segunda é estar atento à sua estratégia de vendas e buscar vender com menos parcelas. Em alguns casos a própria opção de um “desconto à vista” é melhor do que vender parcelado e antecipar os recebíveis.

A terceira ação – e uma das mais urgentes – é traçar um plano de ação para acumular um capital de giro suficiente e finalmente conseguir esperar o fluxo normal de recebimentos. É assim que você vai conseguir parar de jogar uma boa parte do lucro da sua empresa fora em taxas desnecessárias.

Com isso a Papo de Valor tem as ferramentas para te atender. De cá, ajudamos pequenos negócios a pensarem além dos boletos deste mês. É somente com um mapeamento do que está acontecendo que é possível identificar pontos de melhorias e montar um plano de ação para se atingir as metas almejadas.

Se você quiser que uma das nossas planejadoras entre em contato com você, é só clicar aqui

Lorena Pires

Consultora Financeira Pessoal da Papo de Valor. Acredita que por mais “exata” que seja a matemática, nem tudo são números. Atuar ajudando pessoas a se organizar financeiramente – e consequentemente colaborar para que tenham uma vida mais livre – é seu principal propósito.

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